Você não pode usar filmes de ficção científica como prova contra Apple

A Samsung está em dificuldades na disputa judicial com a Apple sobre patentes de tablet. Desta vez, a juíza Lucy Koh negou o pedido da Samsung em usar como prova parte do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço.

(Fonte da imagem: ghztecnologia.blogspot.com)

A Samsung queria usar este filme, além do programa de TV britânico The Tomorrow People, como provas de que o design do iPad existia antes do próprio iPad. Os vídeos mostram personagens usando tablets. Para a Samsung, isto serve de anterioridade, ou seja: uma prova pré-existente de que as patentes da Apple não seriam de fato originais.

O problema é que a Samsung, mais uma vez, quis colocar as provas depois do prazo máximo. Em processos civis nos EUA, há um prazo para reunir e apresentar as provas a serem usadas no tribunal. Depois do prazo, em geral novas provas ficam de fora: isso garante que os dois lados se preparem de forma adequada, sem surpresas no processo. (Em processos criminais – como homicídios – a regra é um pouco diferente.)

A Samsung incluiu os vídeos no processo judicial em 2011, mas nunca disse que iria usá-los como provas contra as patentes da Apple. Por isso, a juíza Lucy Koh negou a inclusão deles no processo.

A mesma coisa aconteceu com o tablet criado por Roger Fidler em 1994, e o Compaq TC1000: a Samsung não os estabeleceu como provas, e não poderá incluí-los agora. O protótipo do iPhone baseado numa descrição vaga de um futuro produto da Sony também fica de fora. Melhor que as provas restantes sirvam de algo, Samsung.

Fonte: Gizmodo

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